Abre aspas...

Conversas e citações o mais perto da realidade possivel...conforme a minha cabeça consiga reter, excertos de livros e algumas histórias

sexta-feira, outubro 27

“Passados todos estes anos a culpa não me deixa e é talvez a minha única companhia. De tanto calar o que sentia já não sei o que dizer, apenas tenho a certeza de que, na tua ausência, ainda dói mais o que não consegui evitar.
Como já te disse, vivia atormentada com o facto de te sentir diferente. Nunca tiveste um aspecto feminino. Durante anos pesquisei gestos, a forma como te penteavas, as escolhas das roupas, os perfumes que preferias. Nisso eras um rapaz como os outros, estou aliás convencida de que essas coisas não têm importância nenhuma, são ideias feitas na cabeça das pessoas sem imaginação.”

Livro Vagabundos de nós de Daniel Sampaio

5 Comments:

Blogger Ricardo Pereira said...

pela primeira vez sou capaz de te entender quando dizes que tens de pensar no assunto para depois o comentares, estou completamente "em estudo de situação".
não encontrei a ideia que costumo pegar para, a partir dela, desenvolver o meu comentário.
irei debruçar-me sobre o assunto e quando tiver algo que escrever em concreto fa-lo-ei. beijinhos

28/10/06 05:38  
Blogger Unknown said...

Como é obvio, essa é a citação da minha lista do Vagabundos de Nós que mais me toca. É claro que entendi perfeitamente e até sinto arrepios ao ler esse excerto... Um livro carregado de sentimentos fortes. Algo que é pre concebido pelas pessoas pode gerar tanta confusão... E após um processo de aceitação... Uma perda... Bom... Não falarei mais, leiam o livro que é espantoso. Beijos Peki

29/10/06 17:30  
Blogger Ricardo Pereira said...

meus queridos... eu então terei de ler o livro primeiro, se a peki e o fenix leram e gostaram é bom de certeza...
andreia, é melhor lermos antes para que possamos entender o contexto deste excerto na sua plênitude... nessa altura eu então comentarei pois não conseguirei formar uma ideia para poder comentar de outra forma. beijinhos

30/10/06 22:54  
Blogger Ricardo Pereira said...

eu até poderia entender... mas seguramente que não o irir desfrutar com toda a essência que o vasco descreve... e eu gosto de sentir as coisas dessa maneira... beijinhos

30/10/06 22:55  
Blogger Ricardo Pereira said...

o livro é de facto espantoso... lê-se em menos de 24 horas e no fim fica-se com um misto de sensações muito grande... a maior parte delas não identificadas mas de tal modo fortes que me compeliram a um choro de alivio por tudo o que tinha lido, em particular pela cena final que foi o culminar... agora tornava-se clara uma relação entre a capa, o título e pela força da despedida que tentava adivinhar como teria sido desde as primeiras linhas...
esta citação é, também, uma das que marquei... aliás.. marquei quase todo o livro com inumeras passagens, tanto da mãe como do filho.
ambas as personagens e aquilo que dizem têm um entendimento e são perfeitamente fidedignas... a mãe é uma mãe comum que passa o que todas passam aquando uma situação como esta... chateia-me o seu egoismo e a sua estupidez em só se aperceber do quanto o filho efectivamente significa para ela (e acaba por lhe ser irrelevante aquilo que ele é) depois de o ter perdido...
estou seguro que ela seria possesiva fosse com quem fosse que estivesse na vida dele... até com a primeira namorada dele o acabaria sendo...
quanto a ele... pobre rapaz... foi preciso morrer para ter aquilo que sempre quis e lutou em vida. infelizmente é assim muitas vezes. adorei o livro e, aquando do meu regresso, o soltas terá um tempo de antena exclusivo para ele. um grande beijinho querida.

9/11/06 22:49  

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