"De que vivem ambos? «Ainda temos um saco de sêmola e algumas batatas. Ah, sim, e o nosso cavalo!» «Cavalo?» Risos. E a dona da casa relata com gestos eloquentes: quando as tropas alemãs ainda dominavam a rua, alguém chegara à cave com a feliz noticia de que tinha caído um cavalo lá fora. Em menos de nada, todas as pessoas que encontravam na cave correram para a rua. Ainda o animal estremecia, fazendo rolar os olhos, e já as primeiras facas e canivetes eram espetados no seu corpo… tudo isto debaixo de fogo, evidentemente."
2 Comments:
Como é grande a antitese das situações...
Se por um lado nos víamos, acabadinhos de sair, do glamour e beleza que o new look de Christian Dior trazia. Onde muheres civilizadas mediam, cuidadosamente, distancias da sua roupa para que a medida, entre a biquira do sapato em "ultra-suede" e a bainha da sua saia - de linha A - não fossem menos que perfeitas... por outro viviam-se momentos como estes onde a dignidade da morte de um animal era suprimida pela necessidade, premente, de comer!
sem palavras pelo texto e pela antitese do comentário. dá que pensar no feliz que somos com o que temos. mesmo que seja pouco.
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